La merienda de negros de la Liga Portuguesa de Fútbol Profesional

El Sporting Clube de Braga ha mandado a la porra a la Liga Portuguesa de Fútbol Profesional. No es para menos. Agobiado con un calendario atroz, donde cada tres días se ve obligado a jugar un partido oficial, el club arsenalista pactó con el Boavista aplazar hasta Navidad el match del próximo 31 de octubre correspondiente al campeonato de Liga. Un comité de la Liga dió un primer visto bueno. Días después, la cúpula de la Liga echó abajo ese visto bueno y obliga al Braga y Boavista a jugar en 31 de diciembre. ¿Resultado? : el Braga ha de jugar seis partidos en 18 días. Y en esos seis partidos, dos decisivos de la Europa League. ¿Protege la Liga los intereses del Fútbol portugués? : hay que tener mucha imaginación para creer que si. ¿Protege la Liga solamente los intereses de los 3 clubs de siempre...? : no es muy difícil adivinar que por ahí andan los tiros. Y si así no es, lo parece...

LA POSICIÓN DEL SCB
O SC Braga tem alertado para a necessidade de criar condições para que as equipas portuguesas a competir na Europa possam conciliar a exigência das provas internacionais com os calendários internos. É do interesse coletivo que Portugal tenha sucesso na UEFA, contribuindo para que tão rapidamente quanto possível o nosso País consiga recuperar o 6º lugar no ranking, assim garantindo mais e melhores vagas de acesso às competições europeias.
Aliás, e na sequência de um comunicado emitido por esta Sociedade a 27 de agosto, foi com agrado que se verificou, na Cimeira de Presidentes de 3 de setembro, uma ampla maioria favorável à adequação dos calendários, tendo sido vincada pelos Clubes a urgência de favorecer a prestação das equipas portuguesas na UEFA, abrindo-se a possibilidade de enquadrar jogos na paragem competitiva de finais de dezembro.
Após a Cimeira, registou-se de imediato a inclusão desta Sociedade – a par do Vitória SC – na Comissão Permanente de Calendários (CPC), ainda que sem direito de voto, realizando-se a 4 de setembro uma reunião da Comissão que, perante prévia indicação positiva do Departamento Jurídico da Liga, aprovou o pedido desta Sociedade para que o Boavista FC x SC Braga, relativo à 9ª jornada da Liga NOS, fosse agendado para 29 de dezembro, permitindo assim que a nossa equipa pudesse competir da melhor forma em Istambul, onde defronta o Besiktas JK a 24 de outubro, aí iniciando um ciclo de 6 jogos em 18 dias e que engloba ainda a receção à equipa turca, a 7 de novembro.
Um duplo confronto que pode ser decisivo para a continuidade do SC Braga na Europa e para a subida de Portugal no ranking, mas que surge entre quatro jogos de Liga NOS, constrangimento que o Boavista FC se predispôs a mitigar, revelando uma compreensão que deve ser enaltecida.
Perante a clareza dos factos e dos acordos expressos, e considerando que a reunião da CPC havia sido conclusiva, o Departamento de Competições da Liga formalizou por email, às 00h52 de 5 de setembro, o mapa de jogos aprovado até à 13ª jornada e no qual o Boavista FC x SC Braga surge agendado para as 15h30 de 29 de dezembro, não obstante a oposição manifestada por um clube, que usou de todos os expedientes para protelar a questão, conseguindo que nova reunião da CPC fosse agendada para 10 de setembro.
Aí, e conforme consta da ata, foi votada a “possibilidade de marcação de jogos das equipas que participam em competições europeias para o break no sentido de proteger essas equipas em competição”, tendo-se registado os votos favoráveis de CD Tondela, Gil Vicente FC, Leixões SC, CD Cova da Piedade e CD Mafra e os votos contra de SL Benfica, FC Porto e Sporting CP, que curiosamente são clubes que competem na Europa e que teriam, no plano teórico, o máximo interesse na competitividade do futebol nacional na UEFA.
Perante a maioria expressa, o Departamento de Competições da Liga ratificou, em email enviado às 18h41 do dia 10 de setembro, a marcação de jogos até à 13ª jornada, mantendo o Boavista FC x SC Braga na data acordada entre os clubes.
Desta forma, seria expectável que a Liga Portugal oficializasse a marcação da jornada, tendo tal publicação sido continuamente protelada, ignorando a votação clara da CPC, o parecer do Departamento Jurídico da Liga e o próprio Regulamento de Competições, que não cria qualquer obstáculo à realização do referido jogo na data acordada entre os clubes.
Porém, e cedendo à pressão de uma minoria, a Liga Portugal remeteu o tema para a Federação, tendo esta reiterado que a marcação de jogos não é da sua competência, pelo que mais inusitado se torna que a Direção da Liga tenha entrado em cena para negar a concretização do acordo obtido entre o SC Braga e o Boavista e validado pela CPC, único órgão a quem compete a marcação das jornadas, em mais uma clara demonstração de submissão aos antigos poderes do nosso futebol e de falta de coragem perante os interesses instalados e aos quais esta Direção tem mostrado uma estranha obediência.
A Direção da Liga demonstrou, claramente, que daria o “tempo de compensação” necessário para que a vitória de uma minoria acabasse por se materializar, afrontando não apenas a soberania da CPC, mas até a posição vincada pelos Presidentes na Cimeira de dia 3. 
Este é um ato político revelador e que o SC Braga denuncia por entender que ele é elucidativo da hipocrisia que reina no futebol português, onde todos enchem a boca para reclamar o incremento da sua competitividade, mas onde se usa de todos os expedientes para que se cumpra a vontade do status quo instalado, nem que para tal a Direção da Liga ignore e viole o Regulamento de Competições aprovado pelos Clubes.
Por ser ilegal e irregular, o SC Braga não pode calar a sua revolta perante a postura revelada em todo este processo pela Direção da Liga Portugal, pela sua Diretora Executiva, Helena Pires, e pelo seu Presidente, Pedro Proença, ficando também muito clara a farsa em que se transformou o futebol português e que ajuda a explicar a grande perda de competitividade das nossas equipas e dos nossos campeonatos, interesse superior que é constantemente secundado pela eterna subserviência a três clubes e aos seus caprichos hegemónicos.
Não pode ainda o SC Braga deixar de exigir à Liga Portugal e aos seus representantes, em sede própria, o ressarcimento dos danos patrimoniais causados ao Clube, já que, em face da convicção criada pela própria Liga de que a marcação da 9ª jornada era definitiva, o Clube fez um planeamento desportivo e logístico que vai sofrer um prejuízo inevitável, sendo já claro o seu impacto em deslocações e estágios pré-agendados e havendo que acautelar os danos desportivos que possam advir.
Perante tais evidências, o SC Braga anuncia que abandonará, de imediato, a Comissão Permanente de Calendários e retira a sua confiança a esta Direção.
De igual modo, e perante a notória sobrecarga dos calendários e da indisponibilidade de datas para o seu acondicionamento, este Clube não deixará de questionar a sustentabilidade dos quadros competitivos, manifestando desde já a sua posição quanto à não continuidade da Taça da Liga, a exemplo do que aconteceu em França, e como conclusão dos condicionalismos que esta prova está a colocar aos calendários dos clubes nacionais. 
Acresce o facto de a competição, ao contrário do apregoado, não distribuir receitas pelos clubes que a tornem financeiramente atrativa, sendo um mero sorvedouro de fundos para alimentar as vaidades da Liga e a sua ânsia de protagonismo, assim condenando uma ideia meritória mas que tem vindo a ser sacrificada pela forma como a Liga a tem gerido, criando um empecilho aos clubes nacionais.
O SC Braga continuará a lutar pelo seu direito a crescer desportivamente e terá acrescido orgulho por contribuir tanto como tem contribuído ao longo dos últimos anos para o sucesso do País na Europa.